20 Março 2007
A Europa dos Jovens
Recebi há uns dias um mail de uma colega de Estudos Europeus da Universidade dos Açores, chamada Ana, que me dizia o seguinte: «chega de "conversa de café", é preciso começar a agarrar o "futuro pelos cornos"» e mais à frente materializava esta vontade de fazer a diferença dizendo «Quero a Europa na rua. Quero que os jovens parem de citar e comecem a pensar. Quero que este medo de não termos emprego não nos faça baixar a cabeça. Quero um conteúdo actualizado de pensamento, de digestão de heranças.»
A Ana tal como eu e muitos jovens, nomeadamente os mais alertados para a questão europeia, sente que é preciso marcar a diferença. Contudo este mundo cada vez mais plural teima em abrir a porta ao pensamento arejado, ao espirito rebelde e à vontade desmedida dos jovens em construírem a Europa do Futuro.
Não posso dissertar, apenas nestas linhas, acerca do papel dos jovens na Europa, mas posso deixar algumas pistas e alguns conselhos.
Em primeiro lugar exorto todos os jovens a passarem pelo site da União Europeia dedicado aos jovens http://europa.eu/youth/index.cfm?l_id=pt onde encontrarão actividades, noticias e eventos comemorativos dos 50 anos da assinatura do Tratado de Roma. Este site prima também pela interactividade através da partilha de opiniões e de inúmeras informações de interesse para os jovens, a saber, emprego, estudo, viagens no espaço europeu, etc.
Em segundo lugar proponho um acompanhamento sistemático daquilo que se passa na UE através de livros, revistas, televisão, internet e tantas outras formas de informação largamente difundidas e facilmente consultáveis, pois só um conhecimento da realidade europeia e uma reflexão profunda dos desafios e problemas da Europa permite a qualquer um, e não só aos jovens, opinar e transformar com forte conhecimento de causa e de um modo coerente.
A Europa é hoje a nossa casa, e tendo inúmeros direitos inerentes à nossa cidadania europeia temos também um grande dever: lutar por uma Europa moderna, solidária e comum.
Defendo a tese que uma Europa federal não pode ser uma realidade da geração dos meus pais, pois essa geração não é fruto de uma União Europeia Económica, Política e Social consolidada, caberá à minha geração e ás próximas incorporar uma verdadeira identidade europeia e constituir-se como um efectivo povo europeu capaz de avançar para uma Europa Constitucional Federal.
Permite-me Ana que acabe o artigo a citar uma frase que aparece no portal da UE: «A assinatura do Tratado de Roma em 1957 deu origem à família europeia. Cinquenta anos depois, há muito que celebrar: a paz e estabilidade, a liberdade e democracia, a prosperidade, o emprego e crescimento.»
PS – Parece que vão fazer obras na nossa Via-Rápida. Serão mais uns remendos de alcatrão ou uma obra de fundo que dê aos terceirenses uma ligação Angra-Praia segura e com qualidade?
18:27 Escrito em De Olhos bem Abertos | Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail

