27 Dezembro 2007
PGE para as PME's
Como um título deve ser curto, tive de optar por iniciais, por conseguinte das inicias do titulo deve-se ler: Planeamento e Gestão Estratégica para as Pequenas e Médias Empresas (o caso açoriano).
A área do Planeamento e Gestão Estratégica é cada vez mais relevante para as empresas modernas. Hoje uma empresa de topo já tem gestores e colaboradores, bem como departamentos específicos, a tratar da gestão estratégica da empresa e do seu planeamento a médio/longo prazo.
Sendo uma área que necessita de quadros altamente qualificados e tendo associado custos elevados de prospecção, estudos e de custos fixos inerentes aos vencimentos das equipas torna-se praticamente inviável para as PME’s deterem departamentos próprios nesta área. Como solução pode-se optar pelo Outsourcing ou por incluir uma área de PGE noutro departamento da empresa, sendo até preferível que seja o próprio Director executivo a tomar a liderança nesta matéria.
Sabendo que os custos associados podem ser elevados, está hoje provado que os benefícios retirados de um bom planeamento são enormes (há estudos que apontam para duplicações de facturação em apenas dois anos).
Saber onde está a empresa e para onde ela deve caminhar de uma forma sustentável, ganhando posição de mercado e optimização nos processos, é sinónimo de aquisição de benefícios garantidos aos clientes, colaboradores e accionistas.
Sabendo que o tecido económico açoriano é caracterizado pela sua pequena dimensão torna-se urgente que as empresas façam investimentos nesta área, seja contratando este serviço a empresas especializadas, seja criando condições dentro da própria empresa para terem o seu próprio planeamento e gestão estratégica.
Nos açores há duas áreas em que uma correcta aplicação do PGE tem implicações substanciais: na internacionalização dos produtos/serviços e na diferenciação dos mesmos quer seja pela qualidade ou pelo preço. Neste caso a aposta, devido aos custos ultraperiféricos, deverá ser sempre na qualidade em detrimento do preço.
Ter uma visão de futuro alicerçada nas melhores ferramentas de gestão disponíveis no mercado, bem como no apoio do melhor know-how de recursos humanos com formação específica nesta área, pode bem ser o passo seguinte na procura incessante pela excelência e qualidade das empresas açorianas.
Uma empresa com uma gestão de qualidade sabe que o Planeamento e Gestão Estratégica não é um custo associado mas sim um investimento capaz de aumentar exponencialmente o volume de negócios.
E para melhor muda-se sempre…
PS – Boas festas!
17:13 Escrito em De Olhos bem Abertos | Permalink | Comentários (1) | Enviar por e-mail
A Boa Governança
O tema da Boa Governança (Good Governance em inglês) é ainda pouco conhecido do público em geral, mas é um tema cada vez mais central em política. Foi de resto um dos temas abordados na recente Cimeira UE – Africa.
Este conceito consiste, em conjunto, o processo de criar melhores políticas e também o processo pela qual estas decisões políticas são implementadas. Não se deve confundir com Governação – acto de governar – com a Governança que tem a ver com a qualidade e transparência das políticas de governação.
Este é claramente um conceito deste século, porque os cidadãos hoje exigem estar informados e ser participantes nas decisões governamentais.
A Boa Governança é sinónimo de transparência, participação, responsabilização, abertura e coerência.
Este conceito está longe de ser totalmente aplicado com resultados satisfatórios, isso mesmo demonstram as últimas estatísticas da Comissão Europeia que analisou alguns parâmetros chave para “tirar o pulso” à Boa Governança europeia.
A UE tem sido percursora neste domínio, instituindo em 2000 este conceito como parte integrante na Estratégia Europeia de Desenvolvimento Sustentável, e tendo em 2001 lançado o Livro Branco sobre a Boa Governança.
Com o objectivo de criar uma consciência internacional nesta área tem-se apostado fortemente em sensibilizar os governos fora da UE para este tema, de modo a criar uma dinâmica global de governos abertos e transparentes perante os cidadãos e perante os parceiros internacionais.
A adopção integral desta nova forma de governos é a melhor forma de evitar abusos, de detectar irregularidades e de formar cidadãos participativos e empenhados com as politicas dos seus países.
Apesar de ser um conceito global ele também deve ser uma aposta do Governo açoriano. Este é um desafio para o futuro governo açoriano e para Carlos César. Nada melhor que no ultimo mandato, a partir de Outubro do próximo ano, o actual e futuro governante lançar politicas de boas práticas nesta área e deixar um dia a presidência com a máquina governativa açoriana capaz de ser um Case Study dentro da UE e das RUP’s.
Apostar na Boa Governança é apostar num futuro mais participativo e responsável de todos.
PS – Acho muita piada a facistas ressabiados que se julgam donos da verdade, e se fazem passar por cidadãos exemplares.
17:07 Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail
A Boa Governança
O tema da Boa Governança (Good Governance em inglês) é ainda pouco conhecido do público em geral, mas é um tema cada vez mais central em política. Foi de resto um dos temas abordados na recente Cimeira UE – Africa.
Este conceito consiste, em conjunto, o processo de criar melhores políticas e também o processo pela qual estas decisões políticas são implementadas. Não se deve confundir com Governação – acto de governar – com a Governança que tem a ver com a qualidade e transparência das políticas de governação.
Este é claramente um conceito deste século, porque os cidadãos hoje exigem estar informados e ser participantes nas decisões governamentais.
A Boa Governança é sinónimo de transparência, participação, responsabilização, abertura e coerência.
Este conceito está longe de ser totalmente aplicado com resultados satisfatórios, isso mesmo demonstram as últimas estatísticas da Comissão Europeia que analisou alguns parâmetros chave para “tirar o pulso” à Boa Governança europeia.
A UE tem sido percursora neste domínio, instituindo em 2000 este conceito como parte integrante na Estratégia Europeia de Desenvolvimento Sustentável, e tendo em 2001 lançado o Livro Branco sobre a Boa Governança.
Com o objectivo de criar uma consciência internacional nesta área tem-se apostado fortemente em sensibilizar os governos fora da UE para este tema, de modo a criar uma dinâmica global de governos abertos e transparentes perante os cidadãos e perante os parceiros internacionais.
A adopção integral desta nova forma de governos é a melhor forma de evitar abusos, de detectar irregularidades e de formar cidadãos participativos e empenhados com as politicas dos seus países.
Apesar de ser um conceito global ele também deve ser uma aposta do Governo açoriano. Este é um desafio para o futuro governo açoriano e para Carlos César. Nada melhor que no ultimo mandato, a partir de Outubro do próximo ano, o actual e futuro governante lançar politicas de boas práticas nesta área e deixar um dia a presidência com a máquina governativa açoriana capaz de ser um Case Study dentro da UE e das RUP’s.
Apostar na Boa Governança é apostar num futuro mais participativo e responsável de todos.
PS – Acho muita piada a facistas ressabiados que se julgam donos da verdade, e se fazem passar por cidadãos exemplares.
17:05 Escrito em De Olhos bem Abertos | Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail
15 Dezembro 2007
Entrevista ao DI
14:30 Escrito em Porquê Pensar a Europa | Permalink | Comentários (1) | Enviar por e-mail
14 Dezembro 2007
Prós e Contras na RTP1
Esta semana o debate “Prós e Contras”na RTP 1 focou os temas da Cimeira Europa-África e do Tratado de Lisboa.
De um lado as vozes de Pacheco Pereira e Miguel Portas, fazendo o papel de contestatários, e do outro João Cravinho (Secretário de Estado dos Assuntos Europeus) e um Eurodeputado do PS que tinham as posições mais institucionais e de alinhamento comunitário.
Foi óbvio, que o lado europeu e institucional ficou a perder, pelo mérito da boa argumentação de Portas e Pacheco e pelo demérito de dois intervenientes euro-convictos que tinham um discurso demasiado formatado e uma fraca expressividade e determinação a defenderem as suas posições.
Foi com desagrado que vi que no painel de jovens que puderam intervir no debate e colocar questões à mesa, haviam alunos de vários cursos e áreas do saber, menos de Estudos Europeus. Isto demonstra que apesar de sermos (teoricamente) os mais qualificados para falar nestas situações, ninguém sabe que existimos.
Foi visível que existem duas posições bastante divergentes no seio da UE: uma que tem grandes duvidas sobre a construção europeia, sobre o Tratado e sobre o futuro da UE; e outra que defende a integração, que acredita que este é o melhor caminho, e que relega o papel dos cidadãos para segundo plano.
Acerca da discussão sobre o Tratado, e como seria de esperar, as posições pró referendo e contra-referendo fizeram-se notar. Este é um debate estéril que não contempla a verdadeira magnitude do problema. O debate de 20 anos de integração de Portugal na Europa não se faz na campanha para um referendo. O défice de conhecimento europeu por parte da população é estrutural e exige uma mudança de mentalidade que não produz efeito a curto ou médio prazo. Temo que um referendo seja um pretexto para se debater questões laterais e fazer campanha interna em vez de esclarecer os cidadãos. E continuo a achar que um texto jurídico daquela envergadura não é referendável.
Interessante foi ver a posição sobre o Alto Representante da Politica Externa da UE. Pacheco Pereira no seu estilo habitual disse que não são possíveis consensos em matérias fulcrais de politica externa, bem como Miguel Portas. Fica claro que o que se criou foi uma figura de “faz de conta”. Até os representantes institucionais não se alargaram muito na questão, porque percebem que esta figura não terá muito espaço de manobra e está condenada ao fracasso.
Só faltou neste debate sobre a Europa ouvir aquilo que é 99% dela: o povo. Ai teria sido interessante ver a Fátima Campos Ferreira estar a fazer perguntas durante 3 horas a pessoas comuns e ouvir sempre a mesma resposta: “Ham?!”
Ficou claro que a percepção sobre a Europa requere uma mudança de atitude das instâncias politicas e uma urgente “Educação para a Europa” que dê aos cidadãos instrumentos para compreender esta realidade complexa e em constante mutação.
22:15 Escrito em Porquê Pensar a Europa | Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail


